Profissão: exploradora de mundos

Coolhunting, nethunter, pesquisador, wherever, você é um explorador do mundo, então, sorria!

Não precisa ter o estereótipo de moderno. O que precisa é ser um sujeito com os olhos voltados para o mundo. Disposto a enxergar para além dos limites do seu domínio umbigo.

Outro dia, em um safári urbano com a Andrea Grecca (super recomendo pra quem quer aprender muito sobre coolhunting), ouvimos de um senhorzinho dono de uma loja dessas que vende “de um tudo”, dizer: “observar as pessoas é fazer calo nos olhos”. É isso! É estar antenado, com olhos e ouvidos bem abertos e, se não for pedir demais, com a câmera sempre pronta pra disparar um flash e bloquinho para anotar informações.

A moda já se apropriou desta capacidade de observação das pessoas a um tempão, por isso, talvez  seja o lugar onde mais se veja a palavra “coolhunting”. Mas na prática, a metodologia por traz da palavra vem sendo empregada em diferentes setores do mercado, deste modo, onde
houver interesse, foco nas pessoas e desejo por inovação, palavra que parece gasta, mas que tem feito muitas marcas e serviços se mexerem, alguém com os olhos voltados para além das paredes dos escritórios precisa estar.

Transpor a subjetividade deste trabalho para a vida real requer um exercício grande. Não me admiro quando um cliente torce o nariz para um elenco de palavras como: pesquisa na internet, coolhunting,netnografia etc etc. São muitos nomes diferentes para falar de uma mesma coisa que de novo só tem mesmo nome, mas que é mais velha do que andar pra frente, então, Sr. Cliente, estamos de olho nas pessoas, queremos saber quem são, onde estão, o que comem; é isso!

Ah, então é isso. Tudo muito legal, divertido, só pesquiso o que gosto. Errado: é necessário despir-se dos preconceitos culturais para a pesquisa de nichos de mercado, afinal, as pessoas são diferentes, e esta parte é sempre um exercício gigante. Pra não incorrer no “não sei, nem quero saber” nosso de cada dia, se pergunte, sempre, sempre; como uma criança que está em descobrindo o mundo: Porque, porque, porque? Só assim podemos compreender as intenções do que nos é diferente.

Nos próximos posts, vamos conversar mais sobre esta história de interesse na vida das pessoas, juro que não é fofoca! Perguntas, sugestões, “pedaços de mundos” para compartilhar e desaforos, escrevam para leregina@gmail.com

crédito da imagem BERLIN/Andrea Grecca

Lenise | vegetariana e apreciadora de ótimas cervejas, por escolha, e exploradora do mundo por vocação. o ordinário e a miudeza são focos do meu interesse. quando pedem uma definição do meu trabalho, lanço mão da reza-mantra de waly salomão “Tenho fome de me tornar em tudo que não sou”. acredito cegamente no poder do coletivo, nas ideias transformadoras e que experiências memoráveis podem acontecer em qualquer lugar, duvida? comece desligando os fones de ouvido quando estiver em transportes coletivos!

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“despertar"
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Lenise

vegetariana e apreciadora de ótimas cervejas, por escolha, e exploradora do mundo por vocação. o ordinário e a miudeza são focos do meu interesse. quando pedem uma definição do meu trabalho, lanço mão da reza-mantra de waly salomão "Tenho fome de me tornar em tudo que não sou". acredito cegamente no poder do coletivo, nas ideias transformadoras e que experiências memoráveis podem acontecer em qualquer lugar, duvida? comece desligando os fones de ouvido quando estiver em transportes coletivos!

  • Amei!!! o post Lenise. Tive essa matéria na pós graduação e confesso que “coçou” ser essa profissional. ;)

    • Valeu Samantha! As pessoas são mesmo incríveis, por isso trabalho onde o humano é o foco nos instiga tanto ;)