Entrevista com Nathália Simões, criadora do Voluntário Coletivo

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Ana Possas, Nathália Simões e Bruna Chaves

O post de hoje foi escrito pela Nathália Simões, que conta a história de como ela criou o Voluntário Coletivo, projeto que une as ONGs às pessoas que buscam fazer algum trabalho voluntário.

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Ah se a gente pudesse compreender sempre que as diversas experiências profissionais, agradáveis ou nem tanto, são todas válidas para nosso crescimento!

Pode ser que nessa trajetória encontremos algumas frustrações e, por vezes, sintamos que nosso tempo está mal aproveitado. Pode até ser que esteja mesmo. Mas antes de tomar qualquer decisão, é importante conversar com as pessoas, refletir por si mesma, fazer cursos que trabalhem a multidisciplinaridade e interagir com outros segmentos.

Nesse sentido, posso dizer que tudo foi válido para a construção do meu capital social. Somente pelo fato de ter vivido cada etapa, que pude tomar a consciente decisão de mudar um pouquinho o rumo da minha vida.

E a mudança não foi de uma vez. Comecei pelo trabalho voluntário em uma casa de apoio a pacientes oncológicos que vêm do interior realizar tratamento, o Lar Teresa de Jesus. Cheguei até essa OnG por uma questão pessoal e foi conversando com as pessoas de lá que conheci as dificuldades do Lar para captar recursos e alcançar a sustentabilidade. Com a formação em comunicação social e a experiência em marketing e vendas, veio a oportunidade de auxiliar o novo setor de captação de recursos que estava se formando no Lar Teresa.

No Terceiro Setor, a maioria das organizações passa por problemas muito semelhantes: trabalham em causas nobres, de maneira idônea, mas não conseguem comunicar o trabalho realizado efetivamente. Essa deficiência tem uma relação de causa e efeito nos resultados financeiros. Aplicando a lógica empresarial (Segundo Setor) ao Terceiro Setor, não seria possível vender bem e manter os bons resultados sem uma estratégia de marketing mais consistente. Justamente pela falta de capital humano especializado, as organizações acabam entrando em um círculo vicioso de continuarem “correndo contra o tempo”, ainda na visão assistencialista.

Convivendo com o Lar Teresa e outras instituições, começamos a buscar esse capital humano transformador, capaz de disponibilizar as habilidades de forma voluntária. Foi assim que o Voluntário Coletivo nasceu, em agosto de 2013, como uma página no facebook onde colocávamos as ofertas de jobs voluntários e os resultados que fomos colhendo.

Ao longo desses 4 meses e pouquinho, percebemos que além da necessidade por parte das instituições, há uma demanda muito grande de profissionais com desejo de disponibilizar sua boa vontade e talentos em causas que acreditam.

O Voluntário Coletivo está crescendo em proporções que sonhamos, mas não esperadas em tão pouco tempo. Esse movimento me impulsionou para uma tomada de decisão bastante difícil: colocar os dois pés (cabeça e coração) no projeto e abrir mão de um emprego formal como analista de negócios de uma respeitada empresa de tecnologia. Se pudesse resumir toda essa transformação em uma frase, usaria a do filósofo Aristóteles: “Onde as necessidades do mundo e seus talentos se encontram, lá está sua vocação”.

Nessa fase do VC, mais madura, mas ainda experimental, estamos consolidando parcerias importantes para o ano de 2014. E também adicionando tecnologia para que ele passe a ser mais do que um projeto local.

Começamos como um projeto do MBA em Marketing Digital, apenas em três: eu, Ana Possas e Bruna Chaves. Como o Voluntário Coletivo se tornará um negócio social, eu e Ana nos assumimos como empreendedoras e conseguimos a colaboração de um monte de gente boa. Todo mundo voluntário!

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About The Author

Negócio de Mulher

Negócio de Mulher nasceu de um sonho: inspirar e ajudar outras mulheres empreendedoras. Quem escreve por aqui são as sócias: Karine Drumond e Priscila Valentino com colaboração de outras mulheres que compartilham dos mesmos propósitos.

  • Edna

    Já curti a pagina e vou entender melhor como funciona…tenho muita vontade de participar, mas não sei o que posso oferecer
    Abçs

  • Meninas, foi um grande prazer falar de empreendedorismo contando a história do Voluntário Coletivo para o Negócio de Mulher! ;)