Como expor o próprio sucesso sem se sentir uma fraude?

Sucesso

Outro dia li uma frase da Sheryl Sandberg, no livro Faça Acontecer que era o seguinte: “Expor o próprio sucesso é fundamental para ter mais sucesso”. Parece simples, certo? Mas quantas vezes eu já me peguei negando ou até diminuindo meus próprios feitos? Mais comum do que imaginamos, evitamos compartilhar o próprio sucesso ou reconhecer nossas conquistas. Para perder o medo de expor o próprio sucesso precisamos antes conviver bem com esta sensação ou encará-la de uma forma mais natural.

Você alguma vez já sentiu isso também? “Se eu divulgar muito os meus feitos, vão descobrir que eu sou uma fraude”.

Isso me fez lembrar de um conceito que descobri a pouco tempo – a Síndrome do impostor – você sabe o que é isso? A síndrome do impostor acontece quando a pessoa se sente incapaz de internalizar os seus feitos na vida, independente do nível de sucesso alcançado em sua área. Essas pessoas permanecem convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e de que de fato são nada menos do que fraudes.

De tudo isso que tenho refletido, pra mim é cada vez mais claro, que a saída é entendermos que não precisamos estar 100% preparada para começarmos ou mudar qualquer coisa e que é possível sim, aprender fazendo. E claro, precisamos nos sentir mais confortáveis com o sucesso ou com o poder.

De todos os desafios que temos acompanhado em nosso curso online empreenda sua paixão, de longe o mais comum é sobre autopromoção. Sabemos da importância de nos promover, mas é comum ouvirmos sobre o medo de parecer “marketeira demais” ou o medo de parecer chata ou “picareta”.

Então, como expor o nosso próprio sucesso, sem dor?

Claro, não existe uma receita, mas quero compartilhar três ações e ideias que tem funcionado pra gente.

Contar a sua história

Simples assim, mas talvez você ainda não tenha percebido justamente por estar imersa nela no seu dia a dia, que você tem sim feitos, aprendizados e conquistas que podem ajudar a inspirar outras pessoas que passam pelos mesmos dilemas que você. Cada pessoa possui uma combinação única de talentos, interesses e feitos na vida. Você pode fazer isso usando vídeos, textos, fotos ou uma combinação disso tudo. Pense agora comigo em um único momento de superação que você tenha vivido. Pensou? Viu, então você tem uma história.

Deixar que outros espalhem seu sucesso por você

Essa parece mais fácil que a primeira, “afinal não sou eu, são os outros que estão dizendo”. Entrevistas e depoimentos são dois exemplos nesta linha.

Receber elogios com alegria

A Sheryl Sandberg, conta no livro, que quando ela foi eleita entre as 4 mulheres mais poderosas do mundo, pela Revista Forbes, ela começou a receber milhares de elogios e foi parabenizada pelos colegas e a sua reação a princípio foi de minimizar o título ou até mesmo ridicularizar a lista. Até que recebeu um puxão de orelha de sua assistente que disse que ela deveria mudar a atitude e passar a simplesmente agradecer. Então foi o que ela passou a fazer. Isso me faz lembrar uma situação muito comum que acontece com as mulheres principalmente. Quando elogiadas, por exemplo “Ual como seu cabelo está lindo”, logo elas se apressam em justificar ou minimizar o elogio: “que nada, hoje ele está bem bagunçado” ou coisa do tipo. Desde que tomei consciência disso, também passei a dizer mais “obrigada” e a receber com mais naturalidade e alegria elogios.

E você também já sentiu algo parecido? Como você tem lidado com seus sucessos?

ps1: Já fechamos 60% das vagas para o Empreenda Sua Paixão e provavelmente nos próximos dias, teremos um aumento no valor do curso. Então estou avisando para que você possa participar da próxima turma ainda no valor promocional antecipado. Garanta sua vaga aqui.

ps2: Aproveito para compartilhar um textinho da Flávia Abade que é psicóloga e compartilhou com a gente, no nosso grupo do curso no Facebook alguns insights sobre liderança feminina:

Há alguma especificidade na liderança feminina? Não sei ao certo, mas tenho a impressão de que nós, mulheres, quando somos apresentadas a uma nova oportunidade de trabalho apresentamos uma marca distinta dos homens: reconhecemos de imediato o nosso medo diante da proposta de mudança e quase sempre corroboramos o princípio da inércia, ou seja, tendemos a ficar paradas, a permanecermos como estávamos.

Sempre há forças agindo sobre nós, seja para nos impulsionar para ir adiante, seja para nos apontar que teremos dificuldades. Escuto todas, mas hoje permito que as ações, pensamentos e sentimentos que me impulsionam para crescer sejam maiores que os obstáculos que encontro, pois sei que meu movimento é resultante deste conjunto de forças. Quase sempre conto com o empurrãozinho das amigas para que o impulso seja maior que a tendência a ficar parada! Este grupo é hoje mais uma das forças que me inquieta, que me mobiliza a aprender mais, a fazer melhor, a fazer diferente, a trocar experiências, a crescer. O fato é que hoje sinto-me mais feliz e realizada com o meu trabalho! Obrigada pelos exercícios, experiências, dicas, técnicas e por estarem sempre disponíveis: empreender assim, faz todo sentido!

Bjos e até a próxima dica.

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About The Author

Karine Drumond

Karine Drumond é co-fundadora da Negócio de Mulher. Atua ajudando outras empreendedoras a transformarem ideias criativas e habilidades em negócios diferenciados. Também acredita no empreendedorismo como ferramenta de transformação. Trabalha com Design e Negócios Digitais desde 2006 e compartilha seu conhecimento e ideias neste site.

  • mariana antunes

    É verdade, não paramos para pensar, nessa correria loca do dia-a-dia, numa forma de contar a nossa história!

    Quem empreende sabe o quanto é importante o que já passou, todos os obstáculos e desafios!

    Obrigada pela dica!

  • Também percebi que qualifico os elogios que recebo, e é um hábito bem difícil de quebrar! Isto fica mais aparente ainda quando conto minha história, tendo a focar nas falhas ao invés dos sucessos. O não estar confortável com o sucesso é um dos maiores empecilhos para a evolução, ao menos no meu caso – e acredito que para um número bem grande de mulheres. Como se precisássemos nos desculpar por suceder em algo, mesmo que tenhamos nos preparado e esforçado para isso. Hábitos de uma vida, que devemos quebrar – mas não esperando por isso para poder começar.
    Sucesso Karine e Priscila!

  • Verdade! Pra que tanto medo de simplesmente se valorizar?! Mas se até a admirada Sheryl Sandberg já cometeu este “pecado” e reconheceu, nós também podemos perceber e aceitar o reconhecimento merecido! Obrigada pelo texto e parabéns!

  • Fátima Ramos

    Concordo plenamente com as palavras da Bibiana Silveira e podemos mudar a partir de agora após esta reflexão favorecida pelas valiosas informações passadas pela Karine. É necessário que façamos mudanças positivas que nos permitam crescer e que sirvam de exemplo para as demais.

  • Isabella Mogiz

    Para mim o ponto mais difícil é reconhecer e divulgar meu próprio trabalho. Ao fazer isso me sinto uma vendedora inconveniente e chata… Mas a questão é como fazer diferente. Adorei o texto Meninas! Beijo grande!

    • Eu também sinto isso, como se fosse uma daquelas vendedoras desesperadas oferecendo “5 panu di pratu a 10 real” na esquina. Acho que agora é hora de aprender a vender bem, e encontrar modelos para estudar. Façamos uma lista?

  • Amei o artigo, Karine! A sindrome de impostora é meu apêndice… carrego isso há tanto tempo que agora é que me dei conta de que já mudei de projeto, trabalho, ideia e mais mil outras coisas só por achar que o que eu estava fazendo no momento não era real, não era o meu melhor.
    Morro de medo de ser “descoberta” – mas agora que tornei isso consciente, vou saber como trabalhar melhor o medo de me expor.

    Um beijo e não vejo a hora de começar o curso :)

    • Tatiana, a síndrome de impostora foi uma das melhores descobertas sobre mim mesma que fiz durante o curso. Tem ajudado bastante o simples fato de reconhecer quando ocorre, e frear a piração!