Diversificação. Aprenda a receita para investir com menos riscos

O artigo abaixo foi criado pela Magnetis, nosso parceiro de conteúdo sobre investimentos e finanças.

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É bem verdade que algumas frases a gente repete no dia-a-dia sem nem parar para refletir se fazem sentido ou não. “Quem tem boca vai a Roma”, “Quem não tem cão caça com gato” e “A voz do povo é a voz de Deus” são três das repetições nonsense já consagradas.

Mas também há dizeres passados de geração em geração que retratam a mais pura verdade. Quer um exemplo? “Não ponha todos os ovos na mesma cesta.” Certamente sua avó já lhe dava esse conselho, emendando que, caso a cesta caísse, você ficaria sem nenhum ovo. Sábia vovó.

Sempre que você aplica seu dinheiro em diferentes ativos, diminui o risco geral a que está exposto

Pois saiba que a recomendação da matriarca é imprescindível quando se trata de investimentos. Sempre que você aplica seu dinheiro em diferentes ativos, diminui o risco geral a que está exposto.

Na linguagem da vovó, ao colocar os ovos em várias cestas diferentes, se uma delas cair, ainda vão lhe restar os ovos depositados em todas as outras. Na linguagem dos investimentos, se você investir simultaneamente em vários ativos e um deles vier a ter resultado negativo, o impacto da perda tenderá a ser reduzido, compensado pelo desempenho dos demais. O risco da carteira, portanto, pode ser minimizado, com espaço para uma boa rentabilidade a longo prazo.

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A ideia central da diversificação é buscar o equilíbrio do portfólio de investimentos, de forma a que diferentes estratégias de diferentes ativos se complementem, e assim maximizar a relação risco-retorno a longo prazo.

Vale observar que distribuir os ovos em várias cestas não significa distribuí-los em infinitas cestas. A lógica da diversificação diz respeito a dividir os recursos entre ativos com características diferentes, por se comportarem de forma diferente em determinados momentos.

Busque variedade de tipos de ativos, não necessariamente quantidade. Comprar várias ações diferentes certamente é melhor do que colocar todo seu dinheiro numa única ação. Porém, se a Bolsa estiver em queda é provavel que todas as ações tenham uma performance ruim.

A real diversificação acontece quando você aplica simultaneamente em diferentes tipos de ativos: uma parcela em ações, uma parcela em títulos públicos, uma parcela em títulos privados e assim por diante. Dessa forma, se a Bolsa cair, as perdas incorridas na parcela investida em ações vão ser compensadas pela valorização dos títulos públicos pré-fixados.

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Composição da carteira

No processo de diversificação de uma carteira de investimentos, é fundamental definir não apenas os ativos que serão incluídos, mas também o tamanho da participação de cada um. A pergunta-chave é: a partir do momento em que você decide não manter todos os ovos na mesma cesta, quantos deve colocar em cada uma?

A resposta varia de pessoa para pessoa. Você vai precisar achar a combinação de ativos mais adequada para seu o perfil, condizente com o grau de risco que aceita e a rentabilidade que busca. Não existe um ativo adequado ou inadequado. O importante é incluir várias categorias no seu portfólio, com pesos definidos conforme as suas características e o seu momento de vida.

Se você estiver em uma fase da vida em que não possa tolerar grandes perdas – por exemplo, se faltarem poucos anos para a sua aposentadoria -, vai colocar a maior parte do dinheiro em títulos de renda fixa. Porém, pode também destinar uma pequena fatia a investimentos com perspectiva de rentabilidade maior, ainda que com riscos ampliados e possibilidade de oscilações. Isso vai garantir que a sua carteira de investimentos como um todo possa obter um retorno superior a longo prazo.

Já se você estiver em um momento em que possa lidar com a possibilidade de perdas – por exemplo, se for jovem e estiver investindo pensando num futuro distante -, a maior parcela dos recursos deve estar em ações e outros ativos de renda variável. Mas é recomendável ter uma porcentagem, ainda que pequena, em títulos públicos, sujeita a menores variações.

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Diversificação em fundos de investimento

Agora que você já sabe sobre a importância da diversificação dos seus investimentos, pode estar se questionando: como colocar isso em prática?

Há duas semanas, falamos sobre como os fundos de investimento podem ser uma mão na roda para quem não tem conhecimento técnico nem dispõe de tempo para se dedicar a essa área. Pois saiba que eles também podem ser a saída para ajudar você a implementar a diversificação dos seus investimentos.

Os fundos já aplicam em carteiras de ativos diversificadas. Por exemplo, um fundo de renda fixa não investe em apenas um titulo do governo, mas em uma composição de títulos de dívida. Por sua vez, um fundo multimercado aplica em uma variedade de ativos, de títulos públicos a ações.

O que você vai precisar fazer é escolher fundos que sigam estratégias compatíveis com o seu perfil e montar seu portfólio. Digamos que você esteja em um período da vida com baixa tolerância a perdas. Nesse caso, poderá dividir a maior parte dos seus recursos entre fundos de renda fixa e DI, mas também separar uma parte para alocar em fundos multimercado. Já se você for mais arrojado, pode optar por fundos de ações e também multimercado, além de separar uma parte menor do patrimônio para aplicar em fundos de renda fixa.

Além de optar por diferentes tipos de fundos, escolha dois ou três da mesma categoria para alocar seus recursos

Aqui igualmente vale a recomendação de diversificar não apenas a categoria do ativo, mas também distribuir os recursos entre diferentes ativos dentro da mesma categoria. Portanto, além de optar por diferentes tipos de fundos, escolha dois ou três da mesma categoria para alocar seus recursos.

Está vendo como não é complicado?

O artigo abaixo foi criado pela Magnetis, nosso parceiro de conteúdo sobre investimentos e finanças.

 

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Negócio de Mulher

Negócio de Mulher nasceu de um sonho: inspirar e ajudar outras mulheres empreendedoras. Quem escreve por aqui são as sócias: Karine Drumond e Priscila Valentino com colaboração de outras mulheres que compartilham dos mesmos propósitos.