Quando surgiu a vontade de empreender?

O artigo de hoje é da Paula Menezes, empreendedora que fez sua empresa crescer e compartilha com a gente um pouco da sua experiência.

Muitos me perguntam quando tive um “estalo” e quis empreender. Não sei se isto é regra, mas acredito que não se trata de um insight ou um momento marcante o surgimento desta vontade. Acredito, sim, que você já nasça com esta inquietação e, na verdade, o que chamam de “estalo” é somente a percepção do que este incômodo significa.

Para mim e para grande parte dos meus amigos da faculdade, era muito claro que eu era diferente deles. Dentre vários que queriam seguir carreira pública ou se especializar em algum ramo do Direito, eu queria algo mais dinâmico, que exigisse diversas capacidades minhas ao mesmo tempo, que me motivasse de uma forma diferente… Enquanto meus amigos estava preocupados em comprar livros sobre um tema específico de Direito, ir a palestras de renomados juristas, eu estava obcecada em ler a IstoÉ Dinheiro, America Economia, Época Negócios e me inspirar nas pessoas que eu considerava de sucesso.

Olhando para trás, só posso crer que isto já era o empreendedorismo correndo nas veias. Eu só não entendia por que era diferente deles. Eu só não sabia exatamente o que era aquela minha inquietude. Assim que me formei, deparei-me com um dilema: eu não me encaixava naquele perfil, mas precisava trabalhar, e me vi sendo obrigada a seguir o caminho do Direito, até que surgisse algo que me deixasse voar. Por sorte, a oportunidade não demorou a chegar e pude, com 22 anos, abrir meu primeiro negócio, uma importadora de óculos.

A partir daí, a certeza do caminho só aumentou. Enquanto meus amigos gozavam da tranquilidade do concurso público, a minha cabeça só criava mais e mais idéias. Já não havia mais dúvidas de que nasci para empreender. Erra quem acha que empreendedor é aquele que só gosta de dinheiro. Não mesmo, até porque o dinheiro, na maioria das vezes, demora a chegar. O que o empreendedor gosta mesmo é de materializar e canalizar a sua energia e criatividade. O caminho de empreender é tão gostoso quanto o final da linha de chegada. Não se trata de um processo doloroso.

Assim, se você sente que todo negócio aguça sua curiosidade, se vive se imaginando na posição de alguém que empreende, se desanima só de pensar em seguir a vida na posição que está, provavelmente é um empreendedor latente. Tenha CORAGEM e empreenda. Não se conforme em fazer parte do mundo dos covardes e acomodados. Eu garanto que não irá se arrepender.

Por Paula Menezes

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Advogada, sócia-diretora da +Franchising, consultoria em expansão de franquias detentora das marcas +depil e +olhar; Presidente da ABRAF, Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar; Vice-Presidente da Sociedad Latina de Hipertension Pulmonar.

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Negócio de Mulher

Negócio de Mulher nasceu de um sonho: inspirar e ajudar outras mulheres empreendedoras. Quem escreve por aqui são as sócias: Karine Drumond e Priscila Valentino com colaboração de outras mulheres que compartilham dos mesmos propósitos.