Entrevista com Fê Ronconi: uma história de superação, mudanças e liderança

Você sabia que de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE, 75% das mulheres sonham em ter seu próprio negócio, porém, apenas 7% delas realmente tiram suas ideias do papel? Por que será que isso acontece? Empreender não é nada fácil, mas pode ser transformador. Já pensou o quanto você exercita sua criatividade, autogestão e autoconfiança ao querer tirar suas ideias do papel e criar o próprio negócio? Trouxemos uma dica para vocês, um curso online e gratuito que a marca Brilhante está oferecendo. E o melhor de tudo, é que as inscrições já estão abertas e vão até o dia 7 de junho.

Sabemos dos desafios que as mulheres enfrentam, mas também acreditamos no potencial criativo de mulheres que ao empreender tornam-se elas mesmas a inspiração, elas viram exemplo e empoderam outras pessoas. As mulheres podem mudar o mundo e nós não temos dúvidas disso.

O nosso negócio começou com um blog, mas a ideia de criar um negócio que ajude outras mulheres já existia nos nossos sonhos desde o comecinho. Hoje, estávamos pensando em como iniciamos a nossa própria jornada empreendedora e queríamos trazer uma inspiração para vocês, que sonham em empreender e ajudar estas mulheres que desejam criar algo próprio, mas ainda buscam exemplos para dar os primeiros passos.

Queremos contar a história da Fê Ronconi, que é incrível, ainda mais para motivar quem está buscando novos caminhos.  Ela se dedica a moda, já teve uma loja própria, fez escolhas difíceis e abriu mão de algumas coisas. Mas logo seu esforço deu resultado e, em apenas 6 meses, ela se tornou uma líder de vendas de uma grande marca de cosméticos. Agora, 5 anos depois ela é diretora executiva, lidera 60 diretoras da sua unidade e mais 3 diretoras descendentes. E vocês acham que ela parou por aí? Além disso tudo, ela ainda atua como autônoma à frente da sua marca pessoal, oferecendo serviços de consultoria de moda e estilo.

Conversamos com a Fê, e a seguir acompanhe um pouco mais sobre a história dela.

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Por que você decidiu começar a empreender? Como foi a sua experiência com a primeira empresa?

Me desliguei da empresa que trabalhava, depois de uma situação estressante. Há muito tempo, eu queria ter um trabalho que me proporcionasse flexibilidade de horário, autonomia, qualidade de vida, que eu pudesse ser dona da minha própria vida. Eu estava casada há 1 ano e ainda não conhecia o bairro que eu morava, não conhecia nenhum vizinho, porque estava sempre trabalhando. Me sentia segura pra vender meu conhecimento, ao invés de vender meu tempo. Comecei oferecendo meu serviço como freelancer pra empresas que não podiam ou não queriam ter um profissional de criação tempo integral. E deu super certo. Em pouco tempo, eu estava com a agenda cheia e já não conseguia fazer tudo sozinha mais. Foi aí que formalizei meu negócio. Aluguei uma sala, montei escritório e contratei uma estagiária.

Em pouco tempo, comecei a ficar inquieta, com um desejo ardente de fazer mais. Eu desenhava coleções para várias marcas, com limitações de acordo com o segmento: roupa de festa, roupa de senhora, roupa de balada, pra boutique. Eu estava louca pra desenhar as minhas próprias ideias. Aluguei um espaço maior, uma casa e montei uma oficina. Investi em máquinas, contratei costureira e realizei o sonho de ter minha própria coleção.

Você pode contar pra gente um grande desafio e como você o contornou?

O desafio foi que eu iniciei uma sequência de erros. Uma verdadeira serial killer do meu negócio. Tinha uma coleção, maaaaas não tinha uma estratégia de vendas. E tentando resolver, piorei. Busquei um sócio e abrimos uma loja num ponto conceituado da cidade. O objetivo era ter uma loja como principal cliente da confecção. Em 2 anos, fechei as duas.

Você contou que nesse seu novo negócio atual, você teve de mudar o rumo, deu uma pequena virada e acabou dando certo. Conta pra gente o que você fez?

Fechei com dívidas. Com sócio, banco, fornecedor. Uma situação que ninguém gostaria de se ver. Todo o sonho na lama. Eu precisava de uma solução rápida, mas não queria voltar a trabalhar pros outros. Surgiu uma oportunidade de trabalhar com vendas de cosméticos, em uma multinacional. Inicialmente tive um preconceito enorme, mas fui estudar o negócio. Percebi que os números eram interessantes, o retorno rápido, nenhum investimento além do meu esforço e que eu podia aprender muito de vendas, que era meu ponto fraco. Resolvi tentar. Era isso ou distribuir currículos. Como previsto, deu super certo, aprendi muito, me tornei diretora de vendas em apenas 6 meses e, para isso, precisei abrir uma empresa de marketing direto para treinar consultoras. Agora, 5 anos depois sou diretora executiva, lidero 60 diretoras da minha unidade e mais 3 diretoras descendentes. Mas o mais importante: Não abandonei meu sonho. Ter optado por algo diferente, com mais flexibilidade, me permitiu investir em mim, por meio de cursos e especializações. Estou retomando meu negócio na área de moda, agora com consultoria de imagem pessoal. Descobri que é possível conciliar tranquilamente as duas atividades, uma vez que o público é praticamente o mesmo.

Se você pudesse voltar no tempo, o que você diria a você mesma quando estava bem no inicinho pensando em começar este negócio?

Fuja de altos custos fixos: aluguel em ponto caro, equipe de funcionários. Até o negócio engrenar, contente-se com uma salinha pequena, em casa ou coworking. Busque parcerias ao invés de contratar funcionários logo no início. Dê tempo para o negócio reagir, antes de dar o próximo passo.

Por fim o que você diria pra quem está sonhando em ter um negócio próprio mas ainda não conseguiu começar?

Comece e não desista nunca.

Gostou da história de hoje? Você quer fazer o mesmo? Dá uma olhadinha no curso online sobre o tema que Brilhante está oferecendo.

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About The Author

Negócio de Mulher

Negócio de Mulher nasceu de um sonho: inspirar e ajudar outras mulheres empreendedoras. Quem escreve por aqui são as sócias: Karine Drumond e Priscila Valentino com colaboração de outras mulheres que compartilham dos mesmos propósitos.