Livro discute riscos do nascimento prematuro e defende parto normal

Mãe Prematura, da jornalista Flavia Fonseca, relata sua experiência de ser mãe de bebê prematuro, defende o parto normal, a amamentação e trata temas delicados como a episiotomia; lançamento será no dia 23 de maio, na Biblioteca Pública Estadual de Belo Horizonte

A maioria das mães não encontra nos livros sobre a gravidez e os primeiros anos de vida do bebê informações detalhadas e sinceras sobre o nascimento prematuro. Nenhuma mãe se prepara para estar na maternidade com um, dois ou três meses de antecedência. A chegada do bebê antes da hora causa choque, entristece e amedronta. “Ter que lidar com a superação tão cedo não é fácil; mas também torna mãe e bebê mais fortes”, destaca a jornalista Flavia Fonseca, autora do livro Mãe Prematura, que foi lançado pela editora Asa de Papel no dia 23 de maio, de 9h às 12h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte/MG (Praça da Liberdade, 21, bairro Funcionários).

Prematuro é todo aquele bebê que nasce com menos de 37 semanas de gestação. Dependendo do estágio, é considerado pouco prematuro (casa das 30 semanas) ou extremo (casa das 20 semanas). Em todo o mundo, 15 milhões de crianças, todos os anos, nascem prematuramente, por motivos diversos. No Brasil, 340 mil bebês nasceram prematuros só em 2012, uma média de 40 por hora. A taxa de prematuridade brasileira é de 12,4%, o dobro do índice de alguns países europeus. Os dados são do Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do Sistema Único de Saúde (SUS) e Ministério da Saúde.

Há ainda muito desconhecimento em relação aos motivos do nascimento prematuro. Algumas pesquisas buscam associações, inclusive, com a poluição do ar. Segundo o Estudo Multicêntrico de Investigação em Prematuridade (EMIP): Prevalência e Fatores Associados com Parto Prematuro Espontâneo, as causas mais detectadas são gravidez múltipla (24 vezes mais risco), encurtamento do colo (6 vezes mais risco), má-formação fetal (5 vezes mais risco), sangramento vaginal (dobro de risco), menos que seis consultas de pré-natal realizadas (1,5 vez mais risco) e infecções urinárias, como cistite (1,2 vez mais risco).

“Eu não tive nenhum dos fatores acima e ainda assim fui surpreendida por um parto normal prematuro, com 32 semanas de gestação. Acho importante as mulheres estarem atentas para um detalhe ao qual não dei importância durante toda a gestação. O risco de prematuridade é real”, destaca a autora, que também aborda temas delicados como a episiotomia, corte vaginal questionado enquanto procedimento de rotina nos partos normais. No livro Mãe Prematura, ela desmistifica o ambiente frio da UTI neonatal, trazendo um universo de amor e cumplicidade desenvolvido na luta pela sobrevivência.

A jornalista defende o parto normal e a amamentação, mesmo nos casos de nascimento de bebês prematuros, e chama a atenção para as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil é o país onde mais se realizam cesáreas no mundo: as taxas chegam a 84% no sistema privado e a 40% no Sistema Único de Saúde (SUS). O recomendado pela OMS é 15%. A cesárea oferece mais riscos para a mãe e, segundo um estudo realizado pela Johns Hopkins School of Medicine, os bebês prematuros nascidos através de parto normal apresentam menos complicações respiratórias em comparação com os nascidos de cesárea.

O livro também é dedicado a mães que não tiveram bebês prematuros, mas se sentem perplexas diante dos desafios da maternidade. “Ser mãe não tem nada de bonito quando as mulheres veem suas vidas roubadas prematuramente. Num belo dia, game over. E toda mãe pensa isso em algum momento”, afirma a autora. Os desafios de ser mãe nos dias de hoje, a necessidade de conciliar trabalho, educação, saúde e família, também são temas tratados, tendo como pano de fundo os marcos dos cinco primeiros anos da criança – ou a chamada primeira infância.

Além do lançamento na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o livro Mãe Prematura estará presente no 1º Seminário Internacional de Mães, evento que acontecerá no dia 11 de julho, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, com a presença de formadores de opinião e profissionais renomados, como as jornalistas americanas Melinda Blau e Pamela Duckerman, ícones mundiais pela primeira vez no Brasil, escritoras dos respectivos best-sellers “A Encantadora de Bebês” e “Crianças Francesas Não fazem Manha”. O evento é promovido pela revista Pais&Filhos e Sou Mãe, da capital mineira.

Sobre a autora

Captura de Tela 2015-06-10 às 12.19.46Flavia Fonseca é mineira de Pará de Minas. É jornalista (PUC Minas), mestranda em Ciência da Informação (UFMG), especialista em Gestão de Negócios (FDC) e em Comunicação e Gestão Empresarial (PUC Minas). Foi assessora de comunicação da Fiat Automóveis e Construtora Lider, repórter de Informática e Tecnologia do jornal Estado de Minas e assessora de imprensa da Ricardo Eletro, quando atuou na agência Interface. É fundadora da Tinno, agência de comunicação e marketing para empresas de tecnologia e inovação.

Site para vendas online:

www.maeprematura.com.br

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Negócio de Mulher

Negócio de Mulher nasceu de um sonho: inspirar e ajudar outras mulheres empreendedoras. Quem escreve por aqui são as sócias: Karine Drumond e Priscila Valentino com colaboração de outras mulheres que compartilham dos mesmos propósitos.