A bela e difícil arte de voltar a ser quem se é

Hoje tenho uma pergunta desafiadora para você, na verdade para todas nós:
Você sente que na maior parte do seu tempo, você está alinhada com sua natureza primária?

Como assim, Karine?

Carnaval faz a gente exercer outras naturezas, outros papeis, as outras máscaras do nosso ser. E andei pensando mais sobre isso e a relação que isso tem com autenticidade e resiliência.
Explico…

No nosso dia também usamos muitos papeis e naturezas (as vezes precisamos apresentar um trabalho em público, ser mãe, ser firme, ser profissional, ser amorosa, ser organizada, ser ativa…), mas qual é a sua natureza primária, aquela que faz você se sentir você mesma?

Florescer é saber voltar a SER. Ser quem se é, com beleza, leveza, sempre que possível, mas nem sempre. É como a mágica do equilibrista.

Para voltar a SER, florescer também é preciso buscar estar em paz com sua natureza, a natureza humana que faz você sentir aconchego, mesmo em meio aos desafios do aprendizado. Sentir conforto mesmo quando sair dele, alegria e alento mesmo quando enfrentando problemas. Temperar a vida com elementos positivos para enfrentar os desafios e enfim permitir-se ser inteiro, humano.

É disso que estou falando.

Existe um ponto ótimo para cada um de nós. Um ponto que nos estimula, nem confortável demais onde nos sentimos estagnadas, paradas, no tédio. Nem naquele lugar que nos dá medo, pânico, ansiedade, estresse. O ponto do meio, o caminho do equilíbrio é o ponto ótimo de cada um. Ali naquela zona em que você sente que está crescendo, engajada com desafios, energizada pelas mudanças, realizando e experimentando novas ideias… onde a mágica acontece. É ali onde todas queremos estar, não é?

Para isso é preciso saber transitar entre nossas naturezas.

Qual é sua natureza primária? Você é mais introspectiva, você busca energia ficando sozinha, concentrando em algo com profundidade? Ou precisa de estar em meio a outras pessoas, em constante estímulo? A natureza secundária é necessária para desempenharmos bem nosso papel na vida, sermos plenos. Eu sou introspectiva mas amo compartilhar, inspirar e saber que meu trabalho impacta outras pessoas. Quando participo de eventos sociais me sinto inteira mas preciso planejar o meu momento de voltar a minha natureza. Assim eu sei que sou completa e uso minhas duas naturezas com equilíbrio. Mas se eu precisa exercer a maior parte do tempo a natureza extrovertida, eu sei que sentiria o preço (no corpo, na saúde) …

Se você também busca este equilíbrio, precisa também encontrar este ponto. Qual a sua natureza primária? Você sente que a usa com mais frequência no seu trabalho? Ou o seu trabalho exige que você usa mais a natureza secundária? Você sente que precisa usar uma “máscara” a maior parte do tempo? Talvez este seja um sintoma de que algo precisa ser reequilibrado.

Mesmo que você sinta que não usa sua natureza principal em seu trabalho, o que a faz voltar ao seu estado natural de se sentir bem?

Voltar para a natureza é revigorante. Como diz minha professora de Psicologia Positiva, a dra. Sofia Bauer “Vestir-se de você mesma novamente”. Estou aprendendo como exercitar isso no dia a dia e acho que isso deve ser espalhado.

Ler, ficar em casa, calmaria, passear sozinha, caminhar, jantar a dois, fazer em jantar gostoso, pedalar, ouvir passarinhos, fazer yoga, exercitar ao ar livre, visitar uma galeria de arte, escrever algo sobre o que aprendi… tudo isso me faz voltar ao meu estado natural, meu lugar no mundo. Onde me pertenço.

Estes lugares, coisas, pessoas e momentos é onde posso voltar ao estado de fragilidade, de ser vulnerável, não precisar de nada, de provar nada.

É dali destes lugares que nos recuperamos de um momento de estresse, de um papel desempenhado por uma boa causa, de um trabalho exigente, de emoções negativas como raiva e tristeza ou simplesmente de um dia intenso de trabalho.

Mesmo quem ama o trabalho precisa dosar o tempo que passa com ele.

Se você sente que isso tudo faz sentido para você, aqui vai um pequeno exercício para colocar algo em ação:

O que é que faz você sentir que volta para sua natureza principal? Onde você se sente inteira, você mesma, sem ter de cumprir papel algum?

Cite ao menos 1 ação para incluir mais destes momentos no seu dia a dia.

Se você que já usa muito da sua natureza primária (por exemplo se você é extrovertida e está com pessoas o tempo todo), como você pode planejar atividades da sua natureza secundária (de calmaria) para se recuperar?

O que é que você precisa dizer mais NÃO e o que é que você precisa dizer mais SIM?

Me conta, onde é este seu lugar, o lugar que você volta a ser você mesma?

No seu trabalho, você sente que precisa “usar uma máscara” ou sente que está sendo você mesma?

Aguardo seu comentário, daqui do meu cantinho de aconchego :)

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About The Author

Karine Drumond

Karine Drumond é co-fundadora da Negócio de Mulher. Atua ajudando outras empreendedoras a transformarem ideias criativas e habilidades em negócios diferenciados. Também acredita no empreendedorismo como ferramenta de transformação. Trabalha com Design e Negócios Digitais desde 2006 e compartilha seu conhecimento e ideias neste site.